Finalmente o post que eu havia prometido (e ainda estava devendo) sobre como consegui parar de tirar as minhas cutículas. Não é nada do tipo “acordei e decidi”, é necessário um certo preparo psicológico e muita, mas muita boa vontade. No fim, o resultado é compensador, depois de toda a provação você finalmente ficará só com a parte legal, que é pintar!
Vou começar enumerando o que me levou a tomar a decisão:
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Sempre me senti atraída por coisas estranhas e, de uns tempos pra cá, ao olhar os sites de esmaltes importados eu ficava fascinada nas cutículas não tiradas das mãos das modelos;
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Com a preguiça/raiva mór de tirar cutícula e percebendo que quanto mais eu tirava mais cutícula nascia (efeito poda?), comecei a reparar nas unhas dos homens que não tiram cutículas, suas mãos chegavam a ser muito mais bonitas que as minhas após uns cinco dias de manicure. Achei que era o fato deles nunca terem tocado nelas.
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Daí, após ler o post da Daniele do Unha Bonita sobre como cuidar das cutículas, eu criei coragem para começar a não mais "fazer as unhas" do jeito tradicional brasileiro.
Confesso que no começo não foi fácil, principalmente para lidar com a vontade de arrancar aqueles cantinhos mais arrepiados e duros. Algumas (poucas) vezes sucumbi e acabei dando uma "cortadinha" com o alicate - mas é porque estava demais mesmo para segurar e foi só nos cantinhos mesmo, viu?
O pé é um caso à parte, que nem vou ter coragem de publicar fotos ainda, mas o o fato de ser inverno ajudou e muito no processo, já que eu não precisava ficar desfilando de sandálias. Meu problema aí ainda é maior do que o da mão: cutículas profundas de tanto que cutuquei - do tipo enfiar objetos pontiagudos por baixo da unha para retirar carne morta (eca, mas dava um alívio gostoso). Durante meu processo de desintoxicação do alicatinho eu sucumbi muito mais vezes nos cantinhos dos pés... Então, ele ainda não está no ponto de ser exemplo de um "eu consegui"!
Como fiz?
Seguindo a receita da Daniele, o segredo é sempre manter as cutículas hidratadas (ah, que eu intuitivamente já melecava os pés com "pedicure vencida" com óleo secante para tirar o aspecto ressecado das cuticulonas!). Também, usei e abusei do Mira Cuticle da Avon que, além de hidratar, promete reduzir este "anel de proteção" das unhas. A tal da redução eu confesso que ainda não vi acontecer, mas senti as cutículas muito mais comportadas- efeito da hidratação.
Durante as primeiras semanas procurei também empurrar as cutículas todos os dias e ir retirando o excesso de pele morta com o auxílio da espátula. Eu passava um creme e empurrava a pele grudada, tomava banho e empurrava a pele grudada, aplicava amolecedor de cutículas e empurrava a pele grudada… Fazia isto mais de uma vez por dia (quase uma fixação). Como a unha estava feia, abdiquei dos esmaltes por este período.
Muito creme nas mãos, massagens de Bepantol nas unhas e paciência. Muita paciência e perseverança!
Durante o banho, dica da Dani também, levei para o box a espátula de plástico (só uso este tipo agora) e dava mais umas empurradinhas aproveitando o amolecimento temporário provocado pela água quente do chuveiro! Esta empurradinha de espátula também é feita no dia da pintura com esmalte, auxiliada pelo creme amolecedor de cutículas, facilitando assim o deslizar do palito de limpeza nos cantinhos das unhas.
Faz pelo menos dois meses que eu tomei a decisão, e não poderia ter sido decisão mais feliz, sinto como se um peso de obrigação tivesse saído das costas. Não preciso mais perder até duas horas para fazer minha mão sozinha ou depender da manicure para encaixar um horário na minha rotina maluca - atrapalhando meus poucos momentos de descanso. E, vamos combinar, acordar cedo no sábado ou perder a parte da tarde sentada num salão toda semana não é a melhor coisa do mundo!
Um outro benefício, ao trocar os alicates e instrumentos de metal pela simples espátula de plástico, é percebido na foto acima. Nas pontas dá para ver os machucados na superfície da unha, provocados pela antiga carnificina do empurra e belisca para retirar praticamente a alma dos dedos. Hoje, na parte crescida, pode-se perceber que a unha não apresenta mais estes defeitos, tornando-se mais lisa e saudável em todos os aspectos.
E, para concluir, com esta liberdade de ex-escrava do alicate e acréscimo no meu tempo, posso me permitir pintar as unhas mais de uma vez por semana, afinal, agora é só praticamente lixar e pintar! A parte mais legal!
Aconselho você também, boa sorte!