Tá, assumo, pode ser exagero chamar esmalte argentino de “gringo”, porque sei lá né, os hermanos tão logo ali, mas… Não importa muito, brasileiro não é!
Comprei na lojinha da Avon, uma das muitas existentes em Buenos Aires. Apesar de trabalharem com sistema de catálogos, assim como aqui, achei legal poder visitar uma loja bem bonitinha (postei fotos aqui) que dá pra provar antes de comprar!

Um esmalte azul “bic” muito lindo e muito fácil de passar e, por incrível que pareça, apesar da cor, de limpar também! Durou bastante antes lascar e/ou perder o brilho. Não usei top coat e esta foto já era do terceiro dia de uso.
Você pode estar me achando doida por gastar tanta escrita pra mostrar um simples esmalte, mas, ao usá-lo, lembrei de algumas coisas que tenho aqui em casa e não precisam de muitas palavras depois que você olhar esta foto aqui:

Por acaso eu comparei Avon, que é o que tive oportunidade de comprar, mas acontece com quase todas as marcas que vendem no mundo todo e também por aqui. Daí, a velha pergunta retorna: porque nós, que somos uma das maiores consumidoras de cosméticos do mundo, demoramos tanto para ter as mesmas novidades que o resto do mundo e, quando temos, com embalagens tão “pobrezinhas” perto das outras?
Será que só eu sou corrompida pela apresentação bonitinha dos cosméticos?
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Algumas observações:
Costumam botar parte da culpa na ANVISA. Bom, não duvido, porque, por exemplo, a representante da Fina Flor, ao ser questionada sobre a ausência das bolinhas metálicas que ajudam a misturar os pigmentos dos esmaltes, tão comum nos importados, me disse na Beauty Fair do ano passado, que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que regula os cosméticos comercializados no país, simplesmente proíbe o uso de bolinhas de aço nos esmaltes.
Não duvido da proibição, mas, além dos preços abusivos, como os impostos (que talvez justifiquem a “pobreza” da embalagens, pois por aqui tudo tem um custo muito mais alto de produção), assunto que é melhor nem discutir agora, precisaria de um blog inteiro só pra isto, pensem na incoerência: os delineadores líquidos fabricados no Brasil podem ter (e há em muitos deles) as mesmas bolinhas misturadoras de pigmentos!
Vai entender, né?
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A título de curiosidade: o esmalte da Avon dos Estados Unidos, segundo vidrinho da imagem acima, contém as tais bolinhas. Lá pode!
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Update:
Como o Marvin questionou nos comentários, os esmaltes da Datelli possuem as bolinhas de metal. Eu nunca vi um esmalte da marca ao vivo e por mais que tenha pesquisado ( o que deu pra pesquisar de ontem a noite até agora pela manhã), não sei onde eles são fabricados. Mas me lembro de ter questionado à gentil representante da Fina Flor: “como pode ser proibido se por aqui existem esmaltes vendidos com as bolinhas dentro dos frascos?”. A resposta que ela me deu foi de que se os esmaltes vierem prontos eles podem ser importados já com as bolinhas que, neste caso, a ANVISA permite a comercialização. O que não pode é fabricar aqui no Brasil com elas dentro dos frascos.
Agora… se os esmaltes da Datelli, por exemplo, são fabricados no Brasil e vem com bolinhas dentro, só tenho uma coisa a dizer: “não sei de mais nada sobre o assunto”!
De qualquer forma, enviei um e-mail para o contato da Datelli e aguardo resposta.