Chego a ser chata, porque já falei zilhões de vezes no Twitter (@EACosmeticos) e repito aqui: “se existe palavra mais vulgarizada que a palavra ‘parceria’, eu desconheço”!
Mas, nos últimos dias, vi e recebi tanta “proposta” absurda, que não aguentei e resolvi dar meu pitaco em mais do que 140 caracteres sobre o assunto.

Sei que muitas, das que lerem este texto, podem até ser que utilizem a palavra amplamente, e eu peço desculpas por antecipação se por acaso se sentirem ofendidas. Eu não quero ofender ninguém, pelo contrário, o que eu quero é chamar a atenção para algo que, se refletirem, não tem vantagem nenhuma.
Posso também passar por arrogante ou metida mas, longe de mim, eu só sou chata quando acordo (e com gente que usa a palavra “parceria” descaradamente)!
Mas, vamos lá!
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Primeiro, gostaria de esclarecer que nunca me considerei parceira de nenhuma marca que me manda produtos para testar, no meu vocabulário isto pode ter milhões de outros nomes, mas não “parceria”! Eu me recuso!
Tais como revistas ou portais, os blogs, grandes ou pequenos, são vistos como veículos formadores de opinião e, assim como as redações recebem produtos para divulgar (e/ou testar), encaro este tipo de ação das marcas de maneira similar com os blogs – pelo menos com o meu.
Receber um produto, no meu caso, é apenas receber um produto.
É gostoso? Claro que é!
Chegar em casa e encontrar caixinhas recheadas de lançamentos, muitas vezes em primeira mão daquilo que é uma das coisas que a gente mais ama (pelo menos é o que se supõem de quem cria um blog de cosméticos), é mesmo muito bom! Principalmente como as que algumas assessorias de imprensa tem tido o carinho de elaborar, com total intuito de promover a marca, e não apenas por causa da nossa beleza e simpatia, rs!
Mas, se eu falar no blog sobre, vou ter que usar, experimentar e nem sempre, infelizmente, o resultado é feliz!
Por outro lado, se eu me considero parceira da marca serei obrigada a falar bem? Acho que sim, uma vez que parceiros são pessoas que se apoiam na alegria e tristeza, na saúde e na doença… Parceiro não pode gongar o outro. Porque, neste caso, não dá mais pra considerar uma parceria, né?
Portanto, não me considero parceira de nenhuma marca (até o dia que criar a MINHA, rs)!
E esta palavrinha, amplamente digitada neste texto, me incomoda. Principalmente porque tem sido usada, cada vez mais, de maneira vulgar.
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Então, como eu chamo o relacionamento que tenho com as marcas que tem meu e-mail, meu endereço e muitas vezes me alegram com produtos aqui em casa? Não sei, só sei que, com certeza, não é de “marca parceira”.
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Cumpre mencionar que sou afiliada (afiliado é diferente de parceiro) de algumas lojas que acredito, porque já comprei e me oferecem a possibilidade de ganhar um dinheirinho… E isto ocorre cada vez que alguém compra na loja através dos banners na lateral do blog. Ganho alguns trocados em dólares (que muitas vezes nem paga a internet do mês, mas né… se eu já ia falar da marca mesmo, viro adepta do “onde pinga não seca”)!
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Sobre banners
Daí que falar de banner de loja que sou afiliada, me leva a falar de banners de marcas… Que me desculpem as pessoas que se encaixam neste perfil, mas ver um blog exibindo, como se fossem medalhas de condecoração, uma coleção de banners de marcas parceiras NÃO faz brilhar meus olhos, nem achar que aquele local é melhor que muitos outros. Muitas vezes me causa repulsa, ou seja, o efeito contrário.
O que eu vejo, nestes casos, é o blog de alguém que, ao invés de apenas ficar no prazer do seu “trabalho” de blogar, falando sobre aquilo que gosta, está desempenhando o chato papel de mandar e-mails e mais e-mails solicitando/propondo parcerias: “Oi, tenho um blog, vamos firmar uma parceria?”.
Caramba, gente!
Percebam que isto tudo está levando a uma orkutização (porque quase todo mundo tem um blog, muitos criados com o objetivo único e exclusivo de receber jabás) no relacionamento com as marcas, que agora começaram a ter a “brilhante” ideia de fazer concurso e seleção de blogueiras para “representá-las”!
Parem e coloquem aqui todas as exclamações que conseguirem!
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Seleção de parcerias
Socos e chutes no mundo virtual para chegarem em casa e encontrarem um pacotinho de esmaltes… ou batons de cinco reais.
Tem certeza que é isto que você quer para sua vida?
Participar de uma SELEÇÃO, cheia de regras, para depois ter a OBRIGAÇÃO (e não mais prazer) de falar BEM de uma marca (muitas vezes do lado B da força)?
Porque, se for isto que você quer, eu posso te encaminhar um e-mail e dois links que cliquei, SÓ nesta última semana, propondo este tipo de acordo!
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Olha, não estou condenando o relacionamento com as marcas, até porque imagino que, pra chegarem a este ponto, muitas devem estar de “SAC” cheio de pedintes, ops, pedidos de blogueiras propondo parcerias e em troca de ganhar produtos e exposição de banners.
E se eu fosse este tipo de SAC, assessoria ou central de relacionamento, apenas ignoraria.
Porque custo a compreender uma marca que, ao invés de contratar um profissional capacitado pra selecionar gente legal no mar da blogolândia, resolve polemizar criando seleção que só alimenta este mundo canibal virtual. E muitas vezes seleciona tão “bem” que, Minha Nossa Senhora da Tolerância, sobra material para o Volta pra escola, blogueira de moda!
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MARCA que confia no seu taco, não se sujeita a isto, contrata uma assessoria capacitada e envia produtos sem precisar apelar. Afinal, se ela (a marca) confia no seu produto, não precisa impor regras, né?
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BLOGUEIRA que confia no seu blog, que faz o que faz por amor (prazer, hobby, não importa), também não se sujeita a este tipo seleção. Sabe que, se fizer bem feito, será procurada um dia por alguém. E também poderá selecionar, como deveria ser desde o princípio, sobre o que fala (ou não) no seu blog!
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Se as pessoas não pararem pra pensar, não tomarem uma atitude, não se tornarem mais seletivas (ao invés de selecionadas por opção), o mundo virtual continuará indo de mal a pior. E depois, ah, depois… Depois não tem mais volta e não adianta reclamar!